Ministro afirma que debate sobre rótulo de facções é secundário no combate ao crime: "Importa menos"
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, afirmou nesta quarta-feira (23), no Rio de Janeiro, que a prioridade do Brasil no enfrentamento ao crime organizado deve ser a efetividade das ações, e não a classificação adotada para as facções criminosas. A declaração ocorreu durante um evento de entrega de equipamentos destinados a reforçar a segurança no sistema prisional.
Para o ministro, a discussão sobre categorias e nomenclaturas atende menos às demandas da população do que a adoção de medidas concretas contra as organizações. “O debate das tecnicalidades, da categoria das designações, esse é secundário e importa menos à população brasileira. O que a população brasileira quer é o máximo de efetividade na resposta”, afirmou.
A manifestação ocorreu um dia após a aliança Escudo das Américas anunciar apoio à decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Wellington afirmou que a Lei Antifacção, construída a partir de articulação entre o Executivo e o Congresso, já oferece mecanismos mais rígidos contra o crime organizado.
Segundo ele, a legislação possui instrumentos mais severos do que a Lei Antiterrorismo, que depende de requisitos específicos para ser aplicada. Questionado sobre possíveis efeitos da classificação estrangeira nas operações brasileiras e sobre riscos de interferência externa, o ministro afirmou não haver preocupação.
O ministro também destacou que o Brasil mantém acordos de cooperação policial e jurídica com mais de 190 países, incluindo ações de extradição e operações conjuntas. Segundo ele, o governo pretende manter a atuação integrada com estados e municípios contra o crime organizado.
Por Bahia Notícias

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