Bahia registra 27 hospitalizações de crianças e adolescentes por acidentes por dia; veja os principais riscos
Bahia registra 27 hospitalizações de crianças e adolescentes por acidentes por dia; veja os principais riscos Crédito: Igor Santos/Secom PMS
As quedas foram responsáveis por 5.456 hospitalizações de crianças e adolescentes de até 14 anos na Bahia em 2025, segundo levantamento da Aldeias Infantis SOS com dados do Ministério da Saúde. O número representa mais da metade das 9.806 internações registradas no estado nas categorias de acidentes analisadas e coloca as quedas como a principal causa de hospitalização entre o público infantojuvenil baiano.
No Brasil, as quedas também lideraram as internações por acidentes no mesmo ano, com 55.814 registros, equivalentes a 43,4% das 128.466 hospitalizações analisadas em todo o país. A Bahia respondeu por 7,6% das internações brasileiras relacionadas às categorias de acidentes pesquisadas.
Quedas exigem atenção dentro e fora de casa
Para José Carlos Sturza de Moraes, Ponto Focal do Projeto Criança Segura da Aldeias Infantis SOS, os números mostram a necessidade de manter ações de prevenção de forma permanente. “As quedas são um dos acidentes mais frequentes na infância e podem acontecer em diferentes ambientes, muitas vezes em situações cotidianas. Os dados da Bahia mostram a dimensão desse risco e reforçam a necessidade de combinar informação, supervisão e medidas de segurança para tornar os espaços mais protegidos para crianças e adolescentes”, afirma.
Bahia concentra quase um terço das internações por armas de fogo
Outro dado do levantamento chama atenção para os acidentes envolvendo armas de fogo. Em 2025, a Bahia registrou 23 hospitalizações de crianças e adolescentes por esse tipo de ocorrência, de um total de 70 casos registrados em todo o Brasil. Com isso, o estado concentrou 32,9% dos casos nacionais, a maior quantidade e o maior percentual entre os estados. No país, a maioria das ocorrências envolveu crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa que representou 55,7% dos registros.
Queimaduras e acidentes de trânsito também aparecem
As queimaduras foram responsáveis por 1.608 hospitalizações na Bahia em 2025, o equivalente a 16,4% das internações por acidentes analisadas no estado. No Brasil, a categoria representou 19,6% dos registros. Já os acidentes de trânsito somaram 943 hospitalizações na Bahia, correspondentes a 9,6% do total estadual. A proporção ficou abaixo da média nacional, de 11,3%.
O levantamento também identificou internações relacionadas a intoxicações, sufocações e afogamentos, mostrando que os riscos enfrentados por crianças e adolescentes variam de acordo com o tipo de acidente e o ambiente em que ocorre. Para Sturza, as diferenças entre os territórios reforçam a necessidade de ações de prevenção que considerem as características de cada região.
Sufocação foi principal causa de morte no Brasil
Além das hospitalizações, o estudo analisou as mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos em todo o Brasil em 2024. Nas oito categorias pesquisadas, foram registrados 3.341 óbitos. As sufocações apareceram como a principal causa, com 1.039 mortes, equivalentes a 31,1% do total. Em seguida vieram os acidentes de trânsito, com 922 mortes (27,6%), e os afogamentos, com 850 óbitos (25,4%). Somadas, essas três causas representaram aproximadamente 84,1% das mortes registradas nas categorias analisadas.
Bebês são maioria entre as vítimas de sufocação
O perfil das mortes também varia conforme a idade. As crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 óbitos, ou 32,8% do total, enquanto os menores de 1 ano registraram 930 mortes, equivalentes a 27,8%. Entre as mortes por sufocação, 75% das vítimas eram bebês. Já os afogamentos tiveram maior concentração entre crianças de 1 a 4 anos.
Os acidentes de trânsito atingiram diferentes grupos, incluindo ocupantes de automóveis e caminhonetes, pedestres, motociclistas e ciclistas. Diante dos números, a Aldeias Infantis SOS defende a atuação conjunta de famílias, profissionais de saúde, gestores públicos, escolas e outros setores para ampliar a conscientização e criar ambientes mais seguros para crianças e adolescentes.
Por Correio24horas

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