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Professores da rede privada da Bahia anunciam nova paralisação e cobram valorização da categoria

Publicada em: 09/07/2026 21:48 -

Professores da rede privada de ensino da Bahia farão uma nova paralisação na próxima quinta-feira (16) para a realização de uma assembleia da categoria. O movimento foi anunciado pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), que acusa o setor patronal de não avançar nas negociações da campanha salarial.

Segundo o sindicato, um dos principais impasses é a falta de acordo sobre a regulamentação e o pagamento de atividades realizadas pelos docentes fora da carga horária contratada. A entidade afirma que os professores têm acumulado horas extras sem remuneração.

Outro ponto de divergência é a proposta de reajuste salarial. De acordo com o Sinpro-BA, o patronal oferece apenas a reposição da inflação, de 4,11%, sem ganho real para a categoria. 

O sindicato destaca ainda que o piso salarial da rede privada de ensino na Bahia é de R$ 12 por hora-aula. Com o reajuste proposto, o aumento seria de R$ 0,49 por hora.

Em nota enviada ao Metro1, a entidade afirma que a sobrecarga de trabalho, a burocratização das atividades pedagógicas e a falta de valorização profissional têm provocado adoecimento, afastamentos e o abandono da carreira por parte de professores.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA) informou que, em negociações com o Sinpro, reafirmou os direitos que foram acordados entre as duas entidades. Isto é, as bolsas escolares para professores e coordenadores e o recesso do meio do ano garantido, com o mínimo de 15 dias do acordo anterior ampliado para 19 dias no acordo de 2026.

Um reajuste salarial de 4,11% (INPC) foi proposto pelo Sinerpe a ser implementado na folha do mês de julho. As escolas associadas foram orientadas para aplicar o novo reajuste já a partir da folha de julho, com a inclusão de retroativos dos meses de maio e junho. O excesso de trabalho também foi um tema abordado na nota emitida. Houve uma proposta para criação de dois grupos, sendo um dedicado para Educação Infantil e Ensino Fundamental I e outro grupo para a Ensino Fundamental II e Ensino Médio.

"A discussão sobre excesso de trabalho envolve inúmeros atores, incluindo o estado, as escolas, os professores e as famílias. Para ser plenamente sanado, o assunto precisa ser tratado em toda a sua complexidade e não reduzido à questão da remuneração", completou o Sinerpe.

 

Foto: Reprodução

Por: Metro1 no dia 09 de julho de 2026 às 13:00

Atualizado: no dia 09 de julho de 2026 às 17:30

 

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