O plano de saúde ficou mais caro Crédito: Freepik
Os impactos da saúde bucal na Bahia vão muito além da estética e atingem diretamente a qualidade de vida da população. Dados inéditos do relatório Saúde Bucal Brasil 2023, do Ministério da Saúde, revelam que 53,80% dos adultos nordestinos entre 35 e 44 anos afirmam que problemas bucais interferem nas atividades diárias — e 30,93% relatam dificuldades até para comer. Em Salvador, a situação também preocupa: a média é de 3,16 dentes perdidos por pessoa.
Esse cenário está diretamente ligado ao baixo acesso aos serviços odontológicos. No estado, 41,71% dos adultos não procuram atendimento em saúde bucal, o que contribui para o agravamento de quadros simples. As cáries não tratadas, por exemplo, atingem 58,21% da população adulta da Bahia e 55,68% dos moradores da capital, levando a perdas irreversíveis de dentes.
Mesmo com esses índices, a consciência sobre a necessidade de tratamento é alta. Em Salvador, 88,71% da população reconhece precisar de cuidados odontológicos ou do uso de próteses. Ainda assim, o impacto emocional é significativo: 29,37% dos nordestinos dizem sentir vergonha de sorrir ou falar por conta da condição bucal.
Diante desse quadro, a implantodontia surge como uma alternativa eficaz para reverter perdas dentárias e melhorar a qualidade de vida. Segundo o cirurgião-dentista Iuri Ramos, credenciado da Unimed Odonto, os implantes também ajudam a resolver problemas muitas vezes ignorados, como o mau hálito persistente. “A ausência de dentes cria nichos onde restos alimentares e bactérias acumulam-se com facilidade, dificultando a higienização. Ao repor um dente com implante, reduz-se significativamente esse acúmulo bacteriano, restabelece-se a arquitetura gengival e melhora-se a mastigação”, explica.
Além dos benefícios clínicos, os implantes representam um avanço em relação às soluções tradicionais. Diferentemente das pontes fixas, que exigem o desgaste de dentes saudáveis, eles preservam a estrutura dentária ao substituir apenas o elemento perdido. Também superam as dentaduras, já que evitam a reabsorção do osso alveolar e devolvem ao paciente uma mastigação mais próxima da natural.
A evolução tecnológica também tornou o procedimento mais seguro e previsível. Hoje, o planejamento é feito com tomografias computadorizadas e softwares de navegação em 3D, permitindo simulações detalhadas antes da cirurgia. De acordo com o especialista, as taxas de sucesso ultrapassam 95%, desde que o paciente passe por uma avaliação rigorosa, com controle de doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, e tratamento prévio de inflamações gengivais.
Em um contexto cultural como o da Bahia, onde o sorriso e a comunicação têm papel central nas relações sociais, os benefícios da reabilitação oral são ainda mais amplos. “O sorriso é parte importante da identidade local, influenciando relações sociais e profissionais. Restaurá-lo significa devolver ao paciente sua expressão completa — estética, funcional e emocional”, conclui o Dr. Iuri Ramos, destacando a importância de combater a ideia de que perder dentes é algo natural com o envelhecimento.
Por Correio24horas
