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Banco Master utilizou terrenos de Ronaldinho Gaúcho para captação de R$ 330 milhões sem autorização do ex-jogador

Publicada em: 04/02/2026 18:36 -

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

 

 

Ídolo máximo do futebol brasileiro, o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho teve seus imóveis utilizados como lastro para que uma empresa captasse R$ 330 milhões do Banco Master. Conforme reportagem do O Globo, os recursos foram, em seguida, direcionados a fundos de investimentos ligados à própria instituição financeira. Segundo os advogados do ex-atleta, ele não tinha conhecimento da emissão dos créditos e a operação imobiliária original já havia sido cancelada.

 

 

 

As investigações do Ministério Público Federal (MPF) apontam que o Master, por meio do Fundo City 02, do qual o banco era o único cotista, concedia empréstimos para pessoas jurídicas que, na sequência, repassavam quase todo o montante a fundos administrados pela gestora de investimentos Reag. A exemplo do Master, a Reag foi liquidada pelo Banco Central.

 

 

 

Segundo a reportagem, parte dessas operações começava com a emissão de títulos conhecidos no mercado como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Esses papéis são lastreados em créditos imobiliários, como parcelas de financiamentos de imóveis ou aluguéis futuros.

 

 

 

O objetivo principal é a antecipação de recursos: a empresa recebe o dinheiro hoje para construir a obra, e os investidores que adquirem o CRI recebem juros pelo capital emprestado.

 

 

 

Em agosto de 2023, a empresa Base Securitizadora, citada na investigação sobre o Banco Master, realizou a emissão de R$ 330 milhões em créditos para a S&J Consultoria. O lastro consistia em notas comerciais destinadas ao desenvolvimento de terrenos em Porto Alegre, incluindo duas áreas de propriedade do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho. Advogados do ex-jogador da Seleção e sócios envolvidos no empreendimento, entretanto, afirmaram à reportagem que o negócio não foi adiante.

 

 

 

A defesa de Ronaldinho disse que, em 2021, iniciou negociações com as empresas “União do Lago” e “Melk”, mas as tratativas jamais prosperaram devido à falta de licenças ambientais e a pendências de IPTU.

 

 

 

O advogado de Darci Garcia da Rocha, sócio no empreendimento original, também afirmou desconhecer a emissão dos CRIs e a destinação dos recursos.

 

 

 

As parcerias imobiliárias com o grupo do Ronaldinho não foram para frente por desacordo comercial, disse o advogado Maurício Haeffner, ressaltando ainda que não houve injeção significativa de recursos nos terrenos.

 

 

 

Por Bahia Notícias

 

 

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